Visão geral do Argus
O Argus é uma plataforma de monitoramento operacional para equipes de NOC, SRE e infraestrutura. Agentes instalados nos servidores coletam o que acontece no host; o servidor central correlaciona esses dados em alertas deduplicados, com impacto, causa provável e runbook; o painel é o cockpit onde a equipe investiga e decide.
Como ler este guia
config.yml: coletores, tags, rede, logs, descoberta e spool offline.
Containers, clusters e VMsDocker, Docker Swarm, Kubernetes, Proxmox VE e libvirt: o que é coletado e quando alerta.
Bancos de dadosMySQL, MariaDB e PostgreSQL: usuário de monitoramento, configuração e alertas.
APMTraces, métricas RED e mapa de serviços: eBPF sem mudar o código e nível 2 com plano aprovado.
Usando o painelAlertas, painel de erro e correção, clusters, dashboards, tabelas e Admin.
NotificaçõesSlack, WhatsApp, Telegram, Discord e webhook, sem ruído.
Análise por IACausa raiz de alertas Kubernetes, eventos do cluster e Docker/Swarm, só leitura.
Rotinas e remediaçãoAções seguras, aprovação no painel do alerta e limpeza controlada de Docker.
Segurança e privacidadeO que o Argus nunca faz, onde ficam as credenciais e o que sai do host.
Solução de problemasAgente que não aparece, cluster desatualizado, banco sem dados, IA que falha.
Componentes
| Componente | Onde roda | Papel |
|---|---|---|
Agente (argus-agent) | Em cada host Linux, como serviço systemd | Coleta métricas, checks, inventário, serviços, containers, clusters, VMs, bancos e logs. Envia em lote, compactado, e guarda num spool local quando o servidor não responde. |
| Servidor | Central | Recebe os envios, aplica as regras, evita falso positivo, deduplica, cria alertas com runbook, notifica e coordena as rotinas seguras. |
| Painel | Central, no navegador | Visão geral, hosts, clusters, bancos, alertas, dashboards, logs, segurança e administração. |
| Site de releases | Este site | Instalador, binários do agente, checksums e esta documentação. |
Do host ao alerta
Mais do que dizer que algo quebrou, o Argus tenta responder: o que aconteceu, onde, qual recurso, desde quando, qual é a severidade real, quais evidências sustentam isso, se existe procedimento seguro e quem precisa ser avisado.
O que é monitorado
- Hosts Linux: CPU, memória, swap, disco e inodes, carga, pressão (PSI), I/O, rede e gateway, serviços systemd, processos, OOM.
- Containers e clusters: saúde por container, Docker Swarm (quorum, managers, serviços, tasks presas ou com falha) e Kubernetes (nós, workloads, pods e eventos).
- Virtualização: KVM, QEMU, libvirt e Proxmox VE (VMs, LXC, storage, HA, quorum).
- Bancos de dados: MySQL, MariaDB e PostgreSQL, com replicação, topologia, conexões, transações longas, consultas mais lentas, capacidade e backup.
- Logs: journald e arquivos, no Log Explorer.
- Segurança: portas expostas, autenticação, vulnerabilidades (CVE) dos pacotes dos hosts e das imagens de container, priorizadas por exploração conhecida (CISA KEV) e EPSS, com relatório explicativo em PDF (para a diretoria) e CSV (Excel/Google Planilhas) e plano de atualização e correção gerado pela IA, também em PDF e CSV, e eventos do Cerberus.
Modo de operação
O Argus opera em modo recomendação: diagnostica, correlaciona, explica e recomenda. Ele não reinicia serviços, não executa comandos remotos e não altera Kubernetes, balanceadores ou firewalls. A única automação é um conjunto pequeno de rotinas seguras, liberadas no host e no servidor, com aviso prévio, revalidação, limite de frequência e auditoria. Veja Rotinas e remediação e Segurança e privacidade.