Confiança
Segurança e privacidade
O Argus roda dentro da sua infraestrutura com acesso privilegiado aos hosts. Por isso ele é desenhado para ler muito e alterar quase nada, e para que credenciais nunca saiam de onde precisam estar.
Nesta página
O que o Argus nunca faz
- Executar comandos remotos arbitrários nos hosts.
- Reiniciar, parar ou iniciar serviços automaticamente.
- Alterar Kubernetes, Docker Swarm, HAProxy, Traefik, MikroTik ou pfSense.
- Instalar pacotes, iniciar serviços ou mudar configuração durante a descoberta.
- Remover volumes Docker.
- Executar um comando sugerido pela IA.
- Conectar no seu banco de dados a partir do servidor central.
A única automação são as rotinas do catálogo seguro, liberadas no host e no servidor.
Comunicação
- O agente só abre conexões de saída (HTTPS) para a API do Argus. Nenhuma porta é aberta no host.
- Toda chamada do agente leva um token (
Authorization: Bearer) e tem timeout. - O instalador confere o checksum SHA-256 do binário antes de instalar.
Credenciais
| Credencial | Onde fica |
|---|---|
| Token do agente | /etc/argus-agent/argus-agent.env, modo 0600. Revogável no Admin. |
| Senha do banco monitorado | Arquivo 0600 em /etc/argus-agent/db/ no próprio host. Nunca passa pelo Argus; o agente recusa arquivo legível por outros. |
| Token do Kubernetes | /etc/argus-agent/k8s/, modo 0600, de uma ServiceAccount somente leitura. |
| Canais de notificação | Criptografados no banco do Argus; nunca aparecem em logs. |
O token do site é a credencial permanente de todos os hosts daquele site. Trate como senha: não cole em tickets ou
chats. Se vazar, revogue em Admin → Agents / Arquivos e reinstale com um novo.
O que sai de cada host
- Métricas, checks, inventário (hostname, IP, SO, pacotes instalados) e serviços descobertos.
- Imagens dos containers em execução no Docker ou no Kubernetes (nome, ID e containers). Para cada imagem nova, um único host envia os bancos de pacotes da imagem (
os-release, dpkg, apk ou rpm), copiados de um container sem alterá-lo. Nenhum outro arquivo da imagem sai do host. A varredura de vulnerabilidades roda no servidor do Argus. - Logs, só se a coleta estiver ligada, com senhas, tokens e cookies mascarados no host.
- Consultas de banco sanitizadas (sem literais), sem o texto bruto, salvo configuração explícita nos dois lados.
- Evidências de Docker para a IA, só quando uma análise é pedida: sem valores de variáveis de ambiente, com labels sensíveis e segredos em logs mascarados.
Acesso ao painel
- Login por usuário, com papéis
viewer,operatoreadmin. - Senhas temporárias (cadastro ou recuperação) exigem troca no primeiro login; gerar uma nova senha encerra as sessões abertas.
- O escopo de dados é aplicado no servidor, dentro da consulta: cada pessoa vê só os hosts da sua empresa e das suas regras de acesso. Recurso fora do escopo responde como inexistente.
- Ações sensíveis (aprovar correção, pedir análise de IA, revogar token, editar usuário) ficam no registro de auditoria.
- Conteúdo vindo de usuários e da IA é exibido com HTML escapado.